Pense numa raiva...
Tinha escrito um conto enorme para postar aqui, e de repente o computador se reiniciou =/ perdi ele mas vou tentar relembrar e no mais tardr quarta-feira à noite eu publico ele por aqui
Playset: pequenos pedaços do dia-a-dia
Terça-feira, Outubro 11, 2005
Quinta-feira, Outubro 06, 2005
portal
Se você não sabe fazer alguém sorrir
Não faça chorar
Se você tem medo de ser alguém feliz
Não tente me assustar
Pois meu bem me ensinou
A sorrir no tempo
Que mais escuro for
Tente descobrir qual é o caminho
Que tens de seguir
Meu portal de luz
Que estia chuva
Eu já descobri
Se você não gosta de ver alguém sorrir
Feche os olhos
Ou segure minha mão
que eu te levo junto
Pra um lugar mais calmo
pro seu coração
Quarta-feira, Outubro 05, 2005
Mania de remendar
- amarra bem, se não a jaca cai e vai embora...
- ah já foi... já caiu...
- jaca foi...
- o_O ?
- =X esquece...
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cresce a cada dia a quantidade de pessoas extremanente cultas e inteligentes. é impressionante como todos sabem muito sobre tudo. muito se deve à internet, talvez, que possibilite tanto acesso a tanta informação. ainda assim, me espanta a capacidade que essas pessoas tem de aprender as coisas. comigo tudo vem e passa, talvez porque eu nunca leve nada muito a fundo, não dou muita importância a nada e só me preocupo com coisas fúteis e transitórias. e tenho consciência disso. ainda bem.
Sexta-feira, Setembro 30, 2005
mais de 2 meses se passaram desde o último texto...
estou correndo, através desse blog, o profundo risco de mostrar a todo mundo quanto sou brega, principalmente quando tento escrever alguma história... mas sei que não devo parar com isso. Esse blog anda me mostrando também como é grande a minha capacidade de não levar as coisas a frente.
A verdade é que eu queria só escrever e tocar baixo. Seria fantástico, não?
Acalmem-se até o fim do ano eu prometo mais 12 contos, ok? tá prometido
Quarta-feira, Julho 20, 2005
Para meus amigos
não sei onde tava com a cabeça a criatura que inventou esse dia do amigo... nem preciso dizer que dia do amigo é todo dia, mas entendo que na correria do dia-a-dia a gente passa batido por um monte de coisa, e, talvez, tenham criado essa data para a gente parar um pouquinho e pensar naquilo que é importante para nós... pai, mãe, namorada(o), amigos... é célebre a passagem que diz que os amigos são os irmãos que nós escolhemos, para mim é mais que isso, os amigos são aqueles seres que servem como um pedacinho a mais de nós mesmos, é o nosso sorriso no dia que estamos tristes, a mão que levanta quando caímos, o ombro em que choramos... os amigos são os que estão presentes nos momentos importantes, e quando não estão fazem questão de nos lembrar que ele sabe quão importante esse momento é para eles também... Quem aqui não sabe a falta que faz um amigo pra quem sorrir num momento de felicidade, faz muita falta... se eu pudesse colocaria todos os meus amigos no bolso e levaria eles a todos os lugares que eu fosse, mas, felizmente, eles são muitos (muito grandes e grandiosos também) para caber num lugar tão apertado, por isso levo eles no coração e na lembrança, onde tem espaço vasto pra todos e onde sempre vai caber mais amigos... amigos como os que fiz nos últimos 2 anos, e que promoveram uma mudança grande em minha vida... agradeço muito a todos e espero tê-los ao meu lado na nova caminhada que me espera, seja ela qual for... quero aproveitar também este espaço pra mandar um beijo especial pra Esther, minha amiga Esther, que hoje também é dia dela (ela tem mais de um dia por ano), porque prova como o amor nos prega peças, quem eu amava como amiga agora amo como namorada, mas nunca deixou de ser a minha amiga e mais, trouxe tantos outros amigos pra mim...
pra todos os meus amigos que visitam esse blog, e pra os que não visitam também, um grande beijo no coração de cada um. nunca me deixem porque preciso muito de cada um de vocês =D
Domingo, Abril 17, 2005
Sempre fui a fim da Marina, desde os 10 anos que eu quero dar um beijo nela... Ela é tão linda... ano passado, nas férias a gente tava lá no play jogando bola com a galera quando ela chegou com as amigas dela, tão cheirosa... chamou a gente, todo mundo mesmo, pra brincar de outra coisa, já que elas tavam limpinhas e cheirosas não queriam jogar bola com a gente... eu falei com os meninos, que estavam contrariados com essa história de menina ficar se metendo nas brincadeiras da gente, ainda mais naquela hora, quase seis da tarde, em pouco tempo nossas mães nos chamariam pra tomar banho e jantar. Falei com eles pra gente parar de jogar e ir conversar com as meninas, na verdade que queria ficar junto da marina... isso sim... Eu cheguei pra ela e falei:
-- diz, nina, que tu queres?
-- é uma brincadeira nova, mas a gente só vai brincar depois do jantar, quando vocês tomarem banho... e escovem os dentes, por favor...
Daí ela saiu com as meninas e a gente ficou encucado com essa brincadeira estranha... por que eu teria que escovar os dentes pra brincar? Enfim, terminamos o jogo e subimos pra jantar, não era só eu que tava curioso pela brincadeira nova da marina, alguns diziam que devia ser uma merda, mas depos do jantar desceram pra ver a brincadeira nova, todos de banho tomado e dentes escovadinhos. Marina começou a explicar:
-- O nome da brincadeira é salada mista...
-- lá vem merda... - gritou um dos meninos.
-- É assim, continuou ela, meninos ficam de um lado, um do lado do outro, meninas do outro, do mesmo jeito. Aí faz assim, uma vez um menino se separa do grupo, de olhos fechados, guiado por um amigo, que vai apontar as meninas aleatoriamente, uma por uma e perguntar: é essa? até ele dizer que sim, daí o menino escolhe pera, uva, maçã ou salada mista. Pera dá um aperto de mão, uva um abraço, maçã um beijinho na bochecha e salada mista é um beijo na boca.
Caraca! Beijo na boca?! ninguém da turma tinha beijado antes, que eu saiba... pelo menos não entre os meninos, a marina pra ter aparecido com essa brincadeira já devia ter beijado, fiquei com ciúmes.
As duas linhas foram organizadas com 5 meninos de um lado e 5 meninas de outro, alguns dos meninos saíram dizendo que a brincadeira era besta, deixando o jogo empatado, mas ficaram sentados numa distância que pudesse ver tudo. eu fiquei, não sabia bem o que faria e rava morrendo de vergonha, mas fiquei. A brincadeira começou com os meninos, e saiu muito pera, viu? precisou chegar a vez das meninas pra ter maçã e uva... salada mista nada... voltou a vez dos meninos e a gente começou a se soltar mais, investindo na maçã... salada mista nada... as meninas escolhiam agora e revezavem entre uva e maçã... salada mista nada... até chegar a hora de marina fechar os olhos... a mão da amiga dela foi passando por nossas cabeças sempre seguidas de um grito estridente... já tinha rodado todo mundo umas duas vezes, sempre com não da marina, quando chegou minha vez de novo, tive a impressão de que a menina falou um "é esse?" tão estranho, algo do tipo "é! esse..." aí marina gritou "éeeeeee!" gelei.
-- qual a fruta? nina?
-- salada mista!
Cara! eu num tinha nem chegado no pera com ela nessa brincadeira e ela me vinha com um salada mista, tudo bem que ela nem sabia que era eu... mas... salada mista assim de cara?
-- e pode? perguntei...
-- lógico que pode, respondeu a menina da voz chata.
Marina tirou a venda dos olhos e sorriu. me olhou e disse:
-- Julinho... você vai ter que me beijar...
Cara! um coro ensurdecedor começou a gritar: Beija! Beija! Beija! acho que até o avô do Toinho que só faz dormir acordou com os gritos. marina tava lá, fazendo biquinho, esperando que eu desse um beijo na boca dela...mas eu não conseguia... tava preso no chão... e o povo gritava: Beija! Beija! Beija! e marina ia ficando vermelha e o povo gritando: Beija! Beija! Beija! e eu parado e marina vermelha e Beija! Beija! Beija! e marina e eu e o Beija! Beija! Beija! e eu e o povo e marina vermelha, chorou, correu pra casa, putz! acabou a brincadeira! as amigas dela me chamando de sem graça, meus amigos rebolando e gritando: é mulherzinha! é mulherzinha! eu nunca tinha brigado antes, nesse dia briguei com os 7... bem... levei a maior surra, mas eles viram que eu não era mulherzinha, era no máximo um menino burro...
a gente passou uma semana sem ver as meninas, marina inclusive, mas na sexta tinha a festa da menina da voz chata, cecilia era o nome dela e ia ter uma discoteca no salão de festas. como de praxe meninos de um lado, meninas de outro. marina chegou, linda, linda, linda... de repente a música de dançar parou e começou a lenta... que saco... não danço música lenta... cecília se aproximou de mim:
-- dança comigo, julinho?
-- sei dançar não...
-- nem com a nina?
-- nem com a nina...
-- que pena ela quer dançar com você...
-- é... talvez eu possa aprender...
me levantei e chamei marina pra dançar, ainda tava morrendo de vergonha pelo dia da brincadeira... quem? os dois ora... puxei ela pra dançar... ela pareceu contente, pelo menos até eu pisar no pé dela uam vez, duas, três... ela desistiu... eu morguei.. fui pegar mais guaraná...
-- julinho?
-- oi? nina!?
-- bora dançar outra? eu deixo você pisar no meu pé...
-- ah não... eu não sei dançar...
-- só essa... prometo...
fui e pisei de novo no pé dela. dessa vez ela riu, timidamente, e balançou a cabeça pros lados...
-- nina...
-- oi..
-- aquele dia da brincadeira...
-- ah, deixa pra lá...
-- não... tou te devendo um beijo...
cara! aí eu beijei ela... de verdade, na boca e não voi só um selinho não... nem sei como fiz aquilo, até por que ela é mais alta que eu, mas foi muito bom até...
-- tá namorando! tá namorando! tá namorando!
o coro voltou, marina vermelha voltou, julinho paralisado voltou... ela começou a chorar de novo e correu pra casa... a festa acabou, pelo menos pra mim...
no outro dia fui na casa dela pra tentar me explicar. a gente conversou. domingo marcamos de ir na sorveteria, eu ia levar ela na bicicleta de toinho, mas ela teve medo que eu a derrubasse, o que não era impossível... fui e voltei empurrando a bicicleta. quando entramos no prédio o coro voltou: "tá namorando! tá namorando! tá namorando!" mas dessa vez marina não ficou vermelha, não chorou, nem correu. eu não fiquei paralisado. nós estávamos namorando.
atrasei de novo, né? esqueci mesmo de postar =p
Sexta-feira, Abril 08, 2005
Tou me especializando em atrasar, mas ontem fiquei sem internet, nem deu pra publicar, aproveitei e escrevi dois contos, um vai hoje: Viver de Amor, uma conversa entre São Pedro e Jesus sobre o plano de recompensar os humanos que amassem de verdade, garantindo a eles uma remuneração por ter encontrado sua alma gêmea. O outro conto, só quinta que vem. Até lá! (se nenhum imprevisto ocorrer...)
-- Chega de tanto ódio, pensou Jesus. A ganância vai acabar com esse planeta. Eu mesmo devia provocar um mega tsunami, ou qualquer coisa parecida e afogar esse povo todinho, pra começar tudo de novo outra vez, como painho fez com Noé.
-- Mas Senhor... ainda existem pessoas que se amam... essas pessoas não merecem morrer, merecem ser recompensadas!
-- Como assim? Com dinheiro?
-- É! Com dinheiro mesmo... isso as ajudaria a ficar mais felizes. Elas teriam um amor, e dinheiro pra viver esse amor, daí então procriar, e essas crianças nasceriam felizes também, pois não conheceriam a amargura dos pais...
-- Me conte essa história direito, Pedro.
-- Veja bem... eu andei pensando em criar essa profissão: amando. É assim. As pessoas vivem uma vida sofrida ali na terra, cheia de desgostos e decepções. Muita mentira rola solta por lá. Traições, ciúmes, ódio, guerra... essas coisas que não servem pra nada. Até o amor tá sendo mal usado... tem meninas que olham no olho do namorado e falam: eu te amo, sem sentimento, só por dizer mesmo, por que viram na novela e tem neguinho enrolando as meninas, dizendo que ama e tal só pra comer...
-- Pedro, olha os termos...
-- Foi mal... mas Jê... ainda existe amor de verdade na Terra, daí veio a idéia de isso virar profissão remunerada, quem sabe assim eles num pegam o costume de amar de volta?
-- É praticamente uma prostituição sentimental, Pedro... Ame e ganhe dinheiro...
-- Não, não... o amor tem que ser de verdade, sincero, de ambas as partes... aquela coisa de alma gêmea que tinha na Grécia, tá ligado?
-- Só... mas explica direito isso... qual o seu projeto afinal?
-- Bora lá. O negócio é o seguinte, dois pontos: A pessoa tá lá na terra, beleza? Aí vai começa a namorar uma menina, aquela velha atração e tal... o namoro vai bem, eu te amo pra lá, você é minha vida pra cá... tudo lorota... aí o namoro acaba...
-- Aí a gente paga?!
-- Mermão, fique quieto deixe eu terminar...
-- Vai...
-- Aí pronto, velho... Depois dessa tentativa fracassada o cara cresce, né? Entende que aquilo não é amor verdadeiro e desencana disso de amar... Aí num belo dia, solzão, centro da cidade, ou show de rock na Moeda e TCHARAM!
-- Porra Pedro, que susto!
-- hehehhe... foi mal, velho... mas vê... Tcharam, tá ligado? Ele encontra aquela menina, chega nela e pá! Amor a primeira vista, ou depois de muita conversa... sei lá... eles se conhecem e se apaixonam, namoram e quando menos se espera, pá! Tão se AMANDO, cara, amor de verdade, puro e sincero, incondicional...
-- Aí a gente paga?!
-- Paga!
-- unxi!
-- Paga, e pra quê?
-- E eu sei... a idéia é tua... paga pra quê?
--Pra eles serem felizes, pra poder se dedicarem ao amor deles... Eles se amando vão estar mais dispostos a trabalhar, a criar, então a gente vai pagar pra fomentar esse amor, e o pagamento vai durar enquanto o amor for verdadeiro. A grana seria suficiente pra eles viverem bem, sem precisar se preocupar com pagar contas pro resto da vida. Teu pai daria uma grana pra els se amarem...
-- Inconvenientes... vamos dizer que todas as pessoas comecem a se amar... massa... o mundo vai ficar lindo... Mas vê só... se todo mundo vai ter grana, neguinho num vai querer trampar, tá ligado? Num precisa...
-- Aí é que tá... sendo recompensados financeiramente cada um vai poder se dedicar ao que realmente gosta, seja construir uma casa, advogar, medicar, ser músico, pintor ou escultor... e todos vão trabalhar com vontade, quanto tempo quiserem e vão tá sempre dispostos, por que o trabalho vai ser apenas pra ocupar o tempo, já que não precisam de dinheiro... E todo mundo vai trabalhar feliz, sem preocupações, sabendo que seu amor verdadeiro vai estar em casa esperando quando chegar... seria a paz e harmonia total... a gente libera a grana, a preocupação vai embora, a felicidade chega bombando... quanto às profissões elas se ordenam naturalmente... o sentimento artísitico vai crescer mais, e profissões inúteis, como advogado, por exemplo vão sumir... sem litígios, pra que advogados...
-- Porra... um mundo sem advogados ia ser massa... cheio de artistas ia ficar lindo... Gostei da tua idéia, Pedoca... Vou até falar com painho sobre isso pra ver se ele libera uma verba pra neguinho viver de amor...
(...)
-- E aí, Cristo, falou com Ele?
-- Falei cara... ele tá meio duro... a crise, sabe como é, né? Mas ele falou que assim que tiver grana vai botar esse projeto pra frente... Ele falou pra tu ir procurando patrocínios pra ajudar a bancar... qualquer coisa ele tira um empréstimo...
-- Só... a idéia tá aí, Jê... agora é sair do papel...
-- É... sair do papel...
"as pessoas deviam viver de amor
todo mundo trabalhava no que quisesse
pra ganhar dinheiro e tal
isso até encontrar um amor de verdade
aí deus pagaria
pra essas duas pessoas se amarem
até o resto da vida
deus daria o sustento necessário pra elas viverem bem"
